Não está fácil para ninguém. Desemprego em alta, economia desacelerada por causa da pandemia de Covid-19… E os boletos se acumulam. A crise afeta o bolso de muitos brasileiros. Diante desse cenário de incertezas, a venda de crédito trabalhista pode ser uma solução para resolver os problemas financeiros imediatos. Entenda por quê.
Como funciona a venda de crédito trabalhista
Digamos que a empresa onde você trabalhava fechou as portas. Infelizmente, falências e dissoluções de sociedade têm sido um reflexo da instabilidade econômica. Mesmo assim, a quantia equivalente a seu salário pendente, 13º e outras verbas indenizatórias deverá ser paga pelo antigo empregador. Trata-se do crédito trabalhista.
O crédito também é devido em ações na Justiça do Trabalho. Essas são necessárias quando o patrão deixa de pagar benefícios previstos em lei, como horas extras ou adicional noturno, por exemplo. Na falta de um acordo, o empregado recorre aos tribunais para receber o que tem direito.
Acontece que processos desse tipo têm seus riscos. O tempo perdido até o julgamento em média supera os 4, 5 anos. Além disso, há um desgaste emocional e, inclusive, monetário. Já imaginou perder uma ação trabalhista? Aí você terá que arcar com os honorários de sucumbência, isto é, o pagamento do advogado da parte vencedora.
A venda do crédito trabalhista se mostra como alternativa para evitar transtornos. Nessa modalidade, um investidor assume a ação do reclamante. Basicamente, ele “compra” o seu lugar no processo.
Funciona assim. Digamos que você acione a Vara do Trabalho para obter R$ 30 mil reais de indenização. Uma pessoa, então, oferece R$ 18 mil para comprar seu crédito trabalhista.
Aceitando a proposta, você abre mão do processo e o dinheiro cai em poucos dias na sua conta. Anos depois, quando finalmente houver a sentença, quem receberá a indenização será o investidor, com uma margem de ganho sobre o valor que lhe foi pago.
Por que vender crédito trabalhista em época de crise
Agora você deve estar se perguntando como a venda de crédito trabalhista pode ser um bom negócio. Afinal, ela significa faturar menos dinheiro, certo?
Observando no longo prazo, sim, parece esquisito. Mas convenhamos: desde quando crise financeira respeita prazos tão extensos?
A situação econômica do país demanda respostas imediatas. Muitas famílias enfrentam dificuldades para equilibrar as contas do mês. Cada dia é uma nova batalha para manter o orçamento no azul.
Só que a Justiça do Trabalho, em que pese seu esforços, vem sendo inundada por uma quantidade enorme de processos, o que impede que os processos sejam julgados rapidamente. De que adianta ter direito a uma “bolada”, se vão demorar anos até você ver a cor dessa grana? É preciso sobreviver até lá!
Nesse aspecto, negociar o crédito trabalhista pode ser uma ótima estratégia. Você perde um pouquinho, mas conquista qualidade de vida em pouco tempo. O montante pode ser suficiente para quitar as dívidas, dar início a uma poupança ou mesmo investir na própria empresa. Assim a história muda de figura, hein?
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