Muitos de nossos clientes, advogados, empresas e pessoas físicas interessadas na compra e venda de créditos judiciais, me perguntam com frequência como vejo o mercado para o ano que se apresenta.
Para melhor respondermos a esse questionamento, é necessário analisarmos, inicialmente, o cenário econômico brasileiro e as expectativas dos economistas para 2026. Assim como os próprios avanços do mercado e do negócio de compra e venda de ativos no decurso de 2025 e suas perspectivas para 2026.
Pois bem, no que se refere a economia, de modo geral, a leitura dos especialistas aponta para uma perspectiva de manutenção da recessão que hoje vivemos.
Em linhas gerais, a partir de um déficit fiscal em 2025 de mais de R$ 70 bilhões, inexistindo qualquer sinal de mudança do modus operandi praticado pelo Governo Federal, e ainda por estarmos em um ano eleitoral, não se vislumbra uma melhora efetiva desses números.
O tripé econômico de 2026: carga tributária, inflação e ritmo de crescimento do Brasil
Podemos somar a isso ainda, uma reforma tributária que prevê absurda sobretaxação às empresas brasileiras, e que ainda traz inúmeras dúvidas e discussões entre a cúpula do Governo, Congresso Nacional, advogados tributaristas e contadores, ampliando as incertezas para 2026.
Definitivamente, ainda veremos batalhas acirradas entre Ministério da
Fazendo e entidades empresariais, nitidamente desconfortáveis com a nova saga arrecadatória da Receita Federal.
No que tange à inflação, se trabalha com números que variam entre 3,7% e 4,2%, algo muito similar ao que vivenciamos em 2025, sendo que o crescimento do PIB do Brasil não irá superar os 2%, se tudo correr dentro da normalidade.
Famílias endividadas e expectativa de juros: limites para a retomada econômica
Afora isso, temos ainda que considerar o endividamento das famílias brasileiras, que em Dez/25 chegou a quase 80%, e que não deve mudar muito para 26.
No que tange ao final, à taxa de juros, SELIC, se fala em 12,25% – o que confesso, pessoalmente, não creio que irá ocorrer. Isso passa muito mais por um desejo do Governo Federal e do mercado como um todo, mas que face à combinação dos fatores antes visualizados, não acredito que seja factível.
De qualquer modo, uma redução importante, mas com índices ainda longe do razoável, se considerarmos que estamos falando de um juro real de mais de 8%, ou ainda, cerca de 200% acima da inflação (as maiores taxas do mundo), inviabilizando novos investimentos a partir da captação de recursos junto à bancos e instituições financeiras.
Mudança no regime dos precatórios e fortalecimento do mercado de cessão de créditos
Já olhando para o mercado de ativos, tivemos uma ampliação sensível do volume de negociações em 2025 – tome-se como exemplo a própria Accorda, com crescimento de mais de 100%.
Isso em decorrência da credibilidade cada vez maior das empresas que atuam no setor e dessa modalidade de negócios, amplamente conflagrada e difundida, devidamente testada, aceita e reconhecida por todas as partes interessadas e, indubitavelmente, uma oportunidade de acesso a recurso mais barato do que aqueles praticados no mercado financeiro tradicional.
A esse fator, podemos ainda acrescer as mudanças verificadas na legislação que rege o pagamento de precatórios, mais especificamente a Emenda Constitucional n. 136 que, ao fim e ao cabo, confere a Estados e Municípios o direito de ampliar prazos e limitar o pagamento dessas ordens de pagamento de responsabilidade dos entes públicos (mais um calote institucionalizado do Governo a prejudicar credores por todo o país).
Cabe destaque ainda na parte trabalhista, aos posicionamentos que vêm sendo firmados nos últimos anos em nível de TST e STF, que na grande maioria das discussões têm se mostrado favoráveis às teses defendidas pelas empresas, gerando ainda mais incertezas e insegurança jurídica para reclamantes e seus advogados.
Essa incerteza, amplia riscos, logo, estimula de modo direto e, em contrapartida, o aumento do volume de negócios e cessões realizadas no mercado (afinal, ninguém quer depois de 10 anos de discussão, lá no final do processo, vir a sofrer um revés).
Mais processos, menos previsibilidade: o gargalo do Judiciário no curto prazo
Por fim, temos que o volume de ações e processos aumenta todo ano, e a capacidade de baixa e liquidação das ações pelo judiciário não sofre já há algum tempo qualquer ação ou movimento efetivo para que ocorram com maior agilidade e eficiência.
É enxugar gelo. Por mais que se faça, todo ano temos mais ações em estoque do que no ano anterior…não havendo qualquer perspectiva, reforço, de mudança em curto prazo.
Liquidez como escolha estratégica: transformar o tempo de espera em oportunidade
Feitas essas análises e considerações, não há como visualizarmos algo diferente do que mais um ano de expansão para o mercado da negociação de ativos, consolidando-se a posição, no sentido de que é sim um excelente negócio para quem necessita de liquidez, de dinheiro agora, para transformar sonhos antigos em realidade.
É acessar o recurso de modo mais barato, sem a necessidade de conferir qualquer garantia; sem assumir novos riscos e obrigações, sem gerar novas despesas e parcelas mensais para pagamento.
Ainda, é virar uma página, deixar para trás uma história mal resolvida com o antigo empregador, investir nos seus sonhos agora mesmo, e partir para novos caminhos e realizações.
Precatórios federais, estaduais e municipais, créditos cíveis e trabalhistas, honorários contratuais e sucumbenciais.
Se você tem um crédito judicial ou ainda se quer trazer essa alternativa como um serviço a ser oferecido aos seus clientes, ou simplesmente saber mais sobre o tema negociação de ativos, a Accorda está de braços abertos para lhe receber e esclarecer todas as dúvidas que você tiver.
Segurança, respeito, compromisso com a sua causa e transparência, tudo de modo a produzirmos a melhor experiência para os nossos clientes.
Accorda Ativos Judiciais, transformando sonhos em realidade.











