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Crédito Extraordinário em Precatórios: Lei Estende Benefício para 2025

O Governo Federal ampliou o suporte financeiro ao Rio Grande do Sul com a sanção da Lei 15.106/2025, que estende o uso de crédito extraordinário em precatórios para o próximo ano. 

A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (7), teve origem na MP 1.257/2024 e foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Medida de Socorro ao Rio Grande do Sul

O crédito extraordinário, autorizado inicialmente para 2024, permitiu o uso antecipado de R$ 5,1 bilhões destinados a 2025, sendo R$ 4,4 bilhões para o pagamento de precatórios federais no estado e R$ 674,4 milhões em repasses para compensar perdas de arrecadação causadas pela redução do ICMS sobre combustíveis em 2022. 

Agora, com a nova legislação, cerca de R$ 5 bilhões em precatórios federais ainda não quitados poderão ser utilizados em 2025, sem necessidade de autorização na Lei Orçamentária Anual.

Acordo com o STF e Impacto Econômico

A antecipação dos valores em 2024 foi viabilizada por um acordo entre os governos federal e estadual, com mediação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A negociação ocorreu diante da grave crise fiscal do Rio Grande do Sul, agravada pelas enchentes de maio, que resultaram em uma estimativa de perda de arrecadação de R$ 5 bilhões apenas em 2024.

O governador Eduardo Leite destacou a importância da medida para a recuperação econômica do estado. 

“Este suporte financeiro garante um alívio imediato e permite que possamos direcionar recursos para áreas prioritárias, sem comprometer ainda mais a situação fiscal do estado”, afirmou o governador.

O que muda para 2025?

Com a transformação da medida provisória em lei, o Rio Grande do Sul poderá utilizar o saldo remanescente de precatórios como crédito extraordinário, garantindo maior flexibilidade financeira para enfrentar os desafios econômicos e sociais causados pelos desastres naturais. 

Além disso, a medida assegura que as antecipações realizadas em 2024 não afetem a meta fiscal do governo federal.

A continuidade desse apoio reforça o compromisso da União com a recuperação do estado, garantindo que os recursos necessários cheguem de forma ágil e eficaz aos setores mais impactados. 

O desdobramento dessa política será acompanhado de perto, à medida que o governo estadual define as prioridades para a utilização dos valores remanescentes.

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