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Quais são os riscos de uma ação trabalhista para o empregado?

A Justiça do Trabalho serve para resolver controvérsias entre empregador e empregado, fazendo valer os direitos de cada um. Porém, uma ação trabalhista apresenta riscos para ambas as partes envolvidas. É por isso que, antes de procurar as vias legais, o trabalhador deve estar ciente das consequências.

3 riscos de uma ação trabalhista

Se você está pensando em acionar a Justiça contra um antigo contratante, aqui vai um alerta. A jornada pode ser longa, cara e, infelizmente, infrutífera. Veja por que um processo trabalhista nem sempre é a melhor solução para o seu problema.

  1. Desgaste emocional

O Judiciário brasileiro tem a péssima fama de ser lento. Ainda que a vara do trabalho seja separada da vara cível, o que atribui certa celeridade às atividades internas, algumas ações correm durante anos até que sejam julgadas. Nesse período, você vai ter que conviver com a ansiedade por causa de uma questão não resolvida.

Além disso, o simples fato de entrar com um processo pode ser desgastante. É necessário encontrar um bom advogado, reunir materiais que sirvam de provas, entrar em contato com possíveis testemunhas, comparecer às audiências… Ufa! Trata-se de um movimento que toma bastante tempo e energia da vida de uma pessoa.

  1. Imagem prejudicada

“Quem processa a empresa onde trabalhava nunca mais consegue um bom emprego na área”. Você provavelmente já ouviu algo parecido, né? Bem, a sabedoria popular tem um fundo de verdade.

Oficialmente, todas as ações da Justiça do Trabalho tramitam em sigilo. Isso serve para resguardar a imagem do empregado, evitando que ele sofra discriminação num futuro processo seletivo.

Porém, nada impede que o novo contratante converse com antigos empregadores do candidato à vaga. Essa é uma medida comum para buscar referências do profissional. Aí, o episódio da ação trabalhista pode surgir.

Claro que os recrutadores deveriam ouvir os dois lados para entender os motivos que levaram ao processo. De qualquer modo, o risco existe.

  1. Prejuízo financeiro

Desde a reforma trabalhista de 2017, passou a valer a seguinte regra: quem perde o processo paga os honorários do advogado de quem ganha. São os chamados honorários de sucumbência. A quantia é determinada pelo juiz, podendo ser fixada entre 5% e 15% do valor total da ação.

Imagine só. Se você perder, o custo é alto. Não bastasse pagar o próprio advogado, é preciso arcar com as despesas do ex-empregador. E ainda piora: quem não possui dinheiro na conta pode ter os bens penhorados para quitar a dívida.

Sendo assim, a menos que você tenha certeza do ganho de causa, melhor pensar duas vezes antes de recorrer a uma ação trabalhista. Ainda bem que existem alternativas mais amigáveis.

Acordo extrajudicial é solução para trabalhador e empregado

Você já ouviu falar no acordo extrajudicial? Essa é uma solução para que trabalhador e empresa resolvam suas diferenças sem recorrer à Justiça. O procedimento gera menos atritos, demanda pouco esforço e pode ser resolvido com rapidez. Os custos também são bem menores.

Continue acompanhando nosso blog para saber mais detalhes. Em breve, traremos novas informações. Até lá!

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